domingo, 25 de agosto de 2013

A Vida vivida...

Em um piscar de olhos o mundo gira, o tempo corre, as horas voam, a vida passa. Um minuto é tempo suficiente para um sorriso ou uma lágrima que  aparecerem no rosto de qualquer pessoa. Uma hora é tempo mais que suficiente para fugir, se apaixonar, se decepcionar, seguir em frente, tirar a própria vida. Um dia é o tempo perfeito para tomar decisões, fazer tudo, não fazer nada, viajar, se mudar, encorajar. Em uma semana tudo pode mudar ou melhorar. Um ano é mais do que suficiente para repensar, criar expectativas, olhar para traz se arrepender ou se encantar. 
 Uma vida não é tempo suficiente pra viver tudo o que foi planejado. Uma vida não é tempo suficiente para viver tudo o que era necessário ser vivido. Uma vida não é tempo para nada, para tudo seriam necessárias duas vidas ou mais. Porém, vidas não são como aquelas de fazes de vídeo-games onde apos o personagem do jogo ter morrido ele pode voltar de onde parou e começar outra vez. Vidas não são assim, por isso o habito de concertar tudo deve ser adquirido o mais breve possível, para que quando a vida acabar não sobrem arrependimentos, mágoas nem vontade de fazer diferente. Ninguém volta de onde errou, ninguém volta. 
        

quinta-feira, 15 de agosto de 2013

Folhas Secas...

Por todas as ruas é possível encontrarmos folhas, porém não são quaisquer folhas, são folhas secas. Secas pelo tempo e desgaste que chuvas e ventos causam. Elas vão se desprendendo das árvores com uma facilidade admirável e até mesmo invejável.
Enquanto se desprendem e caem, por várias vezes não são notadas e quando rapidamente  vão de encontro ao chão, após se desprenderem nada mais resta nem dor, nem arrependimentos. Nada, só o chão frio ou poças de água rasas. 
 As folhas ficam pelas ruas, sarjetas e calçadas seguindo com o pouco tempo que resta a elas apenas sendo levadas pelo vento frio, para lugares incertos. Nunca parei para pensar como acaba a vida de uma folha, mas é admirável perceber como desprender-se pode parecer fácil á um piscar de olhos e depois já não ser assim que os olhos terminam de piscar e volto a mim vendo uma folha seca a vagar... 
       

terça-feira, 6 de agosto de 2013

Silêncios...

    Dias e mais dias, momentos e mais momentos, palavras e mais palavras. Tudo é tão fácil de ser consumido com duvidas, incertezas, confusão e acima de tudo medo. Um sorriso mal interpretado dado a outra pessoa, perguntas que fazem com que o mundo desabe e coisas que magoam. Tudo isso fica lá martelando e martelando fazendo com que as coisas se acumulem e dias escuros pareçam com séculos. 
    O que mais dói em todas essas coisas é aquele silêncio que existe, pessoas em silêncio dão muito o que falar internamente ou mentalmente. Silêncio que corta, silêncio que não pode ser esquecido e mais ainda silêncio que impedi de dizer tudo o que precisa ser dito. 
   Nada mais triste do que isso, não saber o significado de um silêncio e mesmo assim saber que ele é frequente e magoa muito. O mais triste é saber que talvez os períodos de silêncio possam continuar trazendo mais medos e incertezas sobre tudo.