terça-feira, 28 de maio de 2013

Violetas...

Segurando firme aquela violeta em suas mãos, ganhava o mundo, respirava os ares de mudança e de felicidade, além do ar de alívio depois daquelas semanas intermináveis, depois daqueles anos intermináveis. Deixou tudo para trás logicamente com a insegurança de mesmo depois de todo o esforço ainda sim não conseguir fazer a diferença na própria vida. 
Enquanto andava com aquela violeta, via o mundo girar a sua volta como nunca antes havia visto. Sorria enquanto caminhava, o sol e o vento tocavam-na levemente por onde andava durante aquele curto caminho. Por vezes olhava para as violetas, que eram roxas, porém para ela o mais importante eram as palavras que voltaram certas a girar por sua cabeça, palavras que poderia correr para escrever em seu caderno pelo tempo que durasse o efeito de inspiração daquelas violetas, palavras essas que ela já não encontrava ou não sentia vontade de encontrar por dias que quase se pareceram com anos. Que engraçado, sem sentido, estranho, mas no fim aquelas violetas que eram um presente para alguém, passaram a significar a liberdade...  
             

      

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