segunda-feira, 10 de dezembro de 2012

Inquieta...


Inquieta, sentada, as horas não passam, um mundo de possibilidades gira a minha volta sem que eu possa perceber. Meu coração bate, não consigo ficar em silêncio comigo mesma, fecho meus olhos e posso ver, quase consigo tocar a pessoa hipotética a me esperar com um livro aberto. Gostaria que fosse outro alguém seria mais fácil.
         Quem disse que as coisas são fáceis? O garoto hipotético com seu livro tão desastrado quanto eu me fez ver coisas de ângulos diferentes. Deveria ter fugido, não deveria ter facilitado, aberto o jogo, iniciado toda aquela seção de “como é tudo lindo e brilhante quando o amor acontece”! Quem disse que é amor? Como pode ser? Não deveria.
       Ele lá, eu aqui dois mundos, duas pessoas, duas fases, medos, incertezas, medos, mensagens, fotos, olhares, parecemos dois idiotas em tão pouco tempo. Isso faz com que eu escreva desesperadamente para descontar as horas de ansiedade de uma coisa que como sempre vem me arrasa e depois se vai e me deixa sozinha como uma criança que perde o seu brinquedo favorito.
        Não quero, não preciso passar por esse paradoxo contraditório de novo, mas eu sei de uma coisa nunca, nem em meus devaneios alguém me deixou assim tão confusa antes... 
            

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