segunda-feira, 3 de setembro de 2012

Carolina se apaixona por alguém que não é um livro.


Carolina nunca havia se sentido amada. Isso nunca foi um segredo, tudo era refletido nela mesmo todos falavam sobre como ela parecia nem gostar de si por conta desse fato. Mas como gostar de si com o pensamento de que ninguém mais poderia gostar? Era o que fazia Carolina refletir.
Ela sempre soube que as únicas pessoas que a amavam, eram seus livros. Sim, os livros para a menina eram pessoas e não só pessoa eram quem ela podia contar nas horas mais alegres e vazias de sua vida. Digo de antemão que Carolina NUNCA imaginou encontrar alguém tão rápido que além dos livros a fizesse tão bem. Nem em seus devaneios aonde ela ia para as mais belas histórias.
Foi em uma tarde de inverno úmida e gelada ela estava sentada embaixo de uma árvore na sua praça preferida do bairro, quando do nada enquanto lia mais um capítulo de Orgulho e Preconceito aconteceu: Um garoto de óculos, alto e magricela tropeçou em um desses buracos que às vezes aparecem no gramado. Bem na frente dela.
Carolina que nunca para de ler, olhou para ele que estava completamente esticado no chão. O garoto estava desconcertado, não sábia o que dizer, nem sabia como mexer os lábios de tanta vergonha.
O garoto era desses que nunca chegava muito perto de meninas, e no dia em que finalmente chegou foi com um tombo. Isso era mesmo uma catástrofe para qualquer um. Depois de alguns minutos no chão ele se levantou e quando foi se virar para seguir seu caminho, Carolina tocou seu ombro em um gesto de curiosidade e solidariedade com quem havia acabado de cair na sua frente. Ele se virou e encarou Carolina. Eles se encararam e enquanto isso no mundo dela girava em meio a todas as cenas de histórias que representavam esse acontecimento só que agora esse era o seu momento então ela se entregou a isso e viajou olhando nos olhos verdes do garoto que faziam reflexo nos óculos de um jeito lindo. Os olhos dela brilhavam, seu coração batia acelerado, seu estomago tinha borboletas gigantes, não conseguiam se lembrar de como respirar. Tudo passava em sua cabeça, mas ela não sábia que ele também sentiu a mesma coisa que ela. Eles estavam se apaixonando. 
   
        

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