domingo, 30 de setembro de 2012

Relativismos a parte.

No fim das contas é o que sempre parece ser. Um sorriso bonito não sorri pra você, o olhar que você pensou dizer uma coisa, no fim das contas quer dizer algo completamente diferente. São os simples enganos da vida eles fazem a gente perder um pouco de tempo mas podem servir pra alguma coisa positiva. Podem servir de criatividade ou de motivação, pois como li no face esses dias "até um pé na bunda te da um empurrãozinho"! O problema é quando não se encaram essas coisas ou desencantos como coisas positivas e sim como desgraças do mundo ou conspirações feitas unicamente pra nos deixar pior. Sim, o cumulo do absurdo é acreditar que a vida é uma conspiração cósmica que envolve apenas o azar sem fim.
  Tudo é questão de ver a vida de uma perspectiva mais ampla: e dai se você teve dois namorados que te fizeram sentir como uma idiota? Se cada dia que passa você se sente mais confusa sobre tudo? Que você sente muito por um dia ter se apaixonado pelo seu melhor amigo e ainda não saber nada sobre isso, mesmo depois de 4 longos anos, e dai que o ensino médio está acabando e você morre de medo de fracassar em tudo que sempre quis graças ao seu medo hipócrita, se tem medo de perder as suas melhores amigas por conta da distância. 
  Sorria, pare de pensar nisso, enquanto você choraminga crianças dormem no relento, enquanto você se sente um fracasso adolescentes sem oportunidades se perdem no tráfico de drogas, enquanto reclama da ausência de alguém importante, pessoas são sozinhas e não tem ninguém com quem contar. Faça um favor a sim mesma e seja menos egoísta. 
 Essas podem ser apenas palavras escritas e espalhadas de uma pessoa sem moral, mas já parou pra pensar no quanto somos egoístas e egocêntricos? Aposto que não. 
              
             

quinta-feira, 27 de setembro de 2012

Paixão Platônica.

    Chega sem avisar, destruidora, não pede licença para se apossar das emoções. É algo exclusivo fica lá martelando e martelando, algumas vezes dói outras não. Para encontrar uma não precisa de muito, em um segundo se está racional já no outro não se sabe.
   Precisa-se de olhares, não necessariamente um olhar reciproco, pode ser o olhar de apenas uma pessoa. A outra muitas vezes nem sabe que existe alguém que a observa curiosamente através da multidão. Não conhece nem a existência. Triste amar alguém que não sabe da sua existência e se sabe não à reconhece. 
   Decoram-se  movimentos, sorrisos, olhares, vida nem que seja só pelo simples prazer de apenas saber. Passar por isso é como ser a espectadora da vida de alguém. Pode nem fazer sentido, porém sempre se tem a esperança de cruzar com esse alguém e não ser mais a expectadora silenciosa. Apenas para que esse alguém saiba que você está lá, que existe. 
       
     

quarta-feira, 26 de setembro de 2012

O Caos...

      Olho para o caos, o meu caos particular aquele com quem me encontro todos os dias, sobrevivo á ele hora após hora. Não é apenas um caos de desorganização, como costumo ouvir é um caos de existência.
Todas as vezes que o observo silenciosamente é como se por alguns instantes tivesse controle de algo, algo que existe. Particularmente observo coisas espalhadas em todos os lugares, esperando para serem guardadas em algum momento. É o meu dever perante o caos, só que não há vontade. Que tipo de pessoa gosta de viver em um mundo assim? Com o Caos instalado ao próprio redor.
Ele é um companheiro silencioso, observador que diz muito sobre a pessoa que o mantém. É um amigo que sempre está lá nas horas necessárias, nos momentos de dor e felicidade. Tudo é espalhado, independente do caos em si. Sentimentos, vontades, necessidades, pessoas. Tudo, tudo se remete ao caos.   
Pelo menos ele não te abandona, a não ser que queira; é algo que só se vai de acordo com a própria vontade. Portando em algumas situações, mas só em algumas. Confie nele, pois é quem estará sempre lá te esperando. 
            

segunda-feira, 24 de setembro de 2012

O ultimo texto...

   Não se podem contar quantas vezes meu coração bateu acelerado só de ouvir seu nome, quantas vezes fechei meus olhos para poder te encontrar em qualquer lugar que eu quisesse, todas as vezes que senti seu cheiro quando o vento batia, ou as vezes que jurei escutar a sua risada no meu ouvido.
Como eu quis como eu quero; dizer o seu nome gritá-lo, fechar meus olhos e depois de abri-los te ter mais e mais uma vez, sentir seu cheiro em mim depois de ter passado horas abraçada em ti, escutá-lo rindo das coisas idiotas que dizemos um para o outro. Rindo do quanto já fizemos e até onde fomos juntos.
Escrevo estas palavras roubadas de dentro do meu coração, pois quando as coloco para fora posso vê-lo aqui e ali, em todos os lugares que eu quiser e ninguém pode mais tirar  de mim. Temo por isso, porém o que mais me estremece é pensar que todo esse sentimento é inválido, que seu coração não bate ao ouvir meu nome, que não fecha os seus olhos para me encontrar, já não sente meu cheiro e não quer mais ouvir nenhum riso meu. Quando penso nisso lágrimas caem dos meus olhos lentamente. Não posso imaginar mais um mundo sem pelo menos as minhas lembranças, porque são elas que fazem com que tudo tenha sido verdade. 
      

Questão de sentimentos...

           Cada passo que damos para frente equivale a algo que ficou para traz. Um amor, um sentimento, alguém, uma amizade. Nem tudo o que ficou, gostaríamos que tivesse ficado, porém não há nada que se possa fazer, pois o ontem sempre será ontem. Uma coisa que não volta nem que rebusquemos em lembranças ou vontades.
  Assim, nem um amor é como o outro, nem uma amizade é tão evoluída como aquela, nem todas as pessoas são como pensamos que eram inicialmente. A cada segundo, algo fica para traz, para o ontem e esse ontem se torna o ano passado e assim ele envelhece junto conosco. Ano após ano, minuto após minuto e segundo após segundo. Então quando nos deparamos estamos vivendo o agora, mesmo querendo que ainda seja o ontem.
 É inevitável, os momentos não retrocedem como uma fita cassete que se pode voltar quantas e quantas vezes quiser. Besteira achar que podemos fazer tudo acontecer novamente, mesmo que haja vontade, pessoas mudam, sentimentos se confundem, porém infelizmente ou felizmente os momentos prevalecem.
Sim, eles estão lá guardados em um caixinha que só nós podemos destrancar. Uns sempre destrancam, outros nunca querem abri-la. Sinto muito por aqueles que não revivem momentos e sinto mais por aqueles que como eu, fazem deles os mais duros dos sofrimentos. Sentir falta de momentos, saber que eles não vão voltar iludir-se; deve ser uma das maiores dores depois da perda.
Da pra saber que às vezes é melhor nunca ter tido algo, para não sentir a dor de perder e ainda sentir que os momentos ainda estão guardados. Fazendo-nos chorar, rir, nos fazendo sentir o aperto que foi ter de ver alguém partir.
Mais que droga! Como é detestável saber que ninguém te entende, ninguém sabe o quanto dói não saber para onde ir e nem o que fazer. Sentir o vazio de não querer ser mais nada, de não querer existir de querer sumir e não voltar. Não voltar seria covardia. Ir seria fraqueza. Como resolve isso? Não sei, provavelmente sorrindo pra tudo e para todos enquanto por dentro nem da pra saber o tamanho da dor que se sente, mas ela esta lá e aperta de tempos em tempos.  Cada passo que damos para frente equivale a algo que ficou para traz. Um amor, um sentimento, alguém, uma amizade. Nem tudo o que ficou, gostaríamos que tivesse ficado, porém não há nada que se possa fazer, pois o ontem sempre será ontem. Uma coisa que não volta nem que rebusquemos em lembranças ou vontades.
  Assim, nem um amor é como o outro, nem uma amizade é tão evoluída como aquela, nem todas as pessoas são como pensamos que eram inicialmente. A cada segundo, algo fica para traz, para o ontem e esse ontem se torna o ano passado e assim ele envelhece junto conosco. Ano após ano, minuto após minuto e segundo após segundo. Então quando nos deparamos estamos vivendo o agora, mesmo querendo que ainda seja o ontem.
 É inevitável, os momentos não retrocedem como uma fita cassete que se pode voltar quantas e quantas vezes quiser. Besteira achar que podemos fazer tudo acontecer novamente, mesmo que haja vontade, pessoas mudam, sentimentos se confundem, porém infelizmente ou felizmente os momentos prevalecem.
Sim, eles estão lá guardados em um caixinha que só nós podemos destrancar. Uns sempre destrancam, outros nunca querem abri-la. Sinto muito por aqueles que não revivem momentos e sinto mais por aqueles que como eu, fazem deles os mais duros dos sofrimentos. Sentir falta de momentos, saber que eles não vão voltar iludir-se; deve ser uma das maiores dores depois da perda.
Da pra saber que às vezes é melhor nunca ter tido algo, para não sentir a dor de perder e ainda sentir que os momentos ainda estão guardados. Fazendo-nos chorar, rir, nos fazendo sentir o aperto que foi ter de ver alguém partir.
Mais que droga! Como é detestável saber que ninguém te entende, ninguém sabe o quanto dói não saber para onde ir e nem o que fazer. Sentir o vazio de não querer ser mais nada, de não querer existir de querer sumir e não voltar. Não voltar seria covardia. Ir seria fraqueza. Como resolve isso? Não sei, provavelmente sorrindo pra tudo e para todos enquanto por dentro nem da pra saber o tamanho da dor que se sente, mas ela esta lá e aperta de tempos em tempos.
           

segunda-feira, 10 de setembro de 2012

Explique-se

 Explique-se para não perder um amigo. Para que não aconteçam mau entendidos. Para que o dito fique pelo não dito ou visse e verça! Explique-se quando falar algo errado, não deixe para depois. Explique-se quando o assunto for o amor, não se sabe quanto tempo ainda resta. 
 Não tenha vergonha. A sua opinião ou explicação deve vir antes de qualquer coisa. Questione e explique-se todas as vezes que achar necessário. 
  Quando não nos explicamos é como se o que passa dentro de nossas cabeças não tivesse importância ou valor. Por isso não se importe de explicar importe-se de calar. Quem cala consente e quem consente muitas vezes também se omite. Imagina só se omitir de uma explicação. Não há motivo. 
  

segunda-feira, 3 de setembro de 2012

Carolina se apaixona por alguém que não é um livro.


Carolina nunca havia se sentido amada. Isso nunca foi um segredo, tudo era refletido nela mesmo todos falavam sobre como ela parecia nem gostar de si por conta desse fato. Mas como gostar de si com o pensamento de que ninguém mais poderia gostar? Era o que fazia Carolina refletir.
Ela sempre soube que as únicas pessoas que a amavam, eram seus livros. Sim, os livros para a menina eram pessoas e não só pessoa eram quem ela podia contar nas horas mais alegres e vazias de sua vida. Digo de antemão que Carolina NUNCA imaginou encontrar alguém tão rápido que além dos livros a fizesse tão bem. Nem em seus devaneios aonde ela ia para as mais belas histórias.
Foi em uma tarde de inverno úmida e gelada ela estava sentada embaixo de uma árvore na sua praça preferida do bairro, quando do nada enquanto lia mais um capítulo de Orgulho e Preconceito aconteceu: Um garoto de óculos, alto e magricela tropeçou em um desses buracos que às vezes aparecem no gramado. Bem na frente dela.
Carolina que nunca para de ler, olhou para ele que estava completamente esticado no chão. O garoto estava desconcertado, não sábia o que dizer, nem sabia como mexer os lábios de tanta vergonha.
O garoto era desses que nunca chegava muito perto de meninas, e no dia em que finalmente chegou foi com um tombo. Isso era mesmo uma catástrofe para qualquer um. Depois de alguns minutos no chão ele se levantou e quando foi se virar para seguir seu caminho, Carolina tocou seu ombro em um gesto de curiosidade e solidariedade com quem havia acabado de cair na sua frente. Ele se virou e encarou Carolina. Eles se encararam e enquanto isso no mundo dela girava em meio a todas as cenas de histórias que representavam esse acontecimento só que agora esse era o seu momento então ela se entregou a isso e viajou olhando nos olhos verdes do garoto que faziam reflexo nos óculos de um jeito lindo. Os olhos dela brilhavam, seu coração batia acelerado, seu estomago tinha borboletas gigantes, não conseguiam se lembrar de como respirar. Tudo passava em sua cabeça, mas ela não sábia que ele também sentiu a mesma coisa que ela. Eles estavam se apaixonando.